30 de abr. de 2010

Líderes da Índia e Paquistão se reúnem para melhorar relações

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e seu colega paquistanês Yousuf Raza Gilani reuniram-se na capital de Butão para uma cúpula de líderes sul-asiáticos. Na tentativa de restabelecer o estagnado diálogo entre Índia e Paquistão. Essa foi a primeira reunião entre os dois líderes em nove meses. As relações entre os dois rivais estiveram congeladas desde os ataques de 2008 a Mumbai. Esse encontro é visto como um passo para a retomada do diálogo de paz integral entre as duas potências nucleares que se enfrentaram em três guerras desde 1947, e mantêm uma acirrada disputa fronteiriça pela região da Caxemira.
Daniane Afonso

29 de abr. de 2010

ONU fecha missão na cidade afegã

A segurança na cidade de Kandahar, maior cidade no sul do Afeganistão, piorou depois de uma ofensiva militar. Como medida, as Nações Unidas retiraram temporariamente sua equipe e fechou sua missão na cidade.
Alguns funcionários estrangeiros do escritório foram transferidos para a capital do país e os funcionários afegãos estão ficando em suas residências.
Susan Manuel, porta-voz da ONU, disse que essa situação é temporária. As forças da OTAN planejam um maior ataque militar nos próximos meses dentro e ao redor de Kandahar, a maior ofensiva em quase nove meses.
Em junho deste ano devem começar a serem postos os planos em práticas, 8 mil tropas americanas e canadenses irão fazer a segurança das áreas rurais e ao redor da cidade, enquanto uma brigada com 3500 soldados americanos e 6700 policiais cuidará das áreas urbanas.
A ofensiva colocará em posto cerca de 23 mil tropas da OTAN e policiais afegãos no coração do movimento Talibã.


25 de abr. de 2010

China protesta contra barreira de importação na Argentina

A China fez protestos contra a imposição de barreiras à importação de seus produtos, pelo governo argentino.
O vice-ministro de Comércio da China, Jiang Yaoping disse a agência Xinhua, em Buenos Aires que "do ponto de vista do governo chinês, o fato de a Argentina abrir investigação antidumping tão frequentemente contra um país é discriminatório". Ele disse que a Argentina iniciou 18 investigações antidumping contra a China em 2009.
Como resposta, a ministra da Indústria e Comércio da Argentina, Débora Giorgi, disse que "cada medida antidumping tem origem na prova de um dano à indústria nacional".



Folha de São Paulo
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=693482

23 de abr. de 2010

Brasil intervém por condenados na Indonésia

Dois brasileiros foram condenados à morte na Indonésia por tráfico de drogas. Um dos condenado é Marco Archer Cardoso Moreira, 48 anos, que tentou entrar no país com 13,4Kg de cocaína escondidos em sua asa delta, Marco está preso desde 2003. O outro brasileiro é Rodrigo Gularte, 37 anos, surfista, também condenado à morte por tráfico de drogas. Rodrigo foi pego com 6kg do entorpecente.
E o Ministério da Justiça diante disso, deve encaminhar à Indonésia um pedido de troca de pena.

Rafaela Billig Dalla Vechia


Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br

Brasil e Índia se juntam à pressão dos EUA sobre yuan

A China está sofrendo crescentes pressões de países em desenvolvimento para que comece a valorizar sua moeda, o que está criando aliados inesperados para os EUA em sua disputa sobre a política cambial de Pequim.
Antes da reunião de ministros das Finanças e de presidentes de bancos centrais do G-20 ocorrida ontem em Washington, os presidentes dos BCs indiano e brasileiro fizeram as mais vigorosas declarações, em nome de seus países argumentando em favor de um yuan mais forte. Embora a maioria das pressões públicas sobre a China tenham se originado nos EUA, os comentários evidenciam que algumas economias em desenvolvimento sentem que o atrelamento da moeda chinesa ao dólar impõe custos a suas economias.
Henrique Meirelles, presidente do BC brasileiro, disse que a valorização da moeda chinesa é "absolutamente fundamental para o equilíbrio da economia mundial". Já para o presidente do Banco de Reserva da Índia, Duvvuri Subbarao, disse que o yuan desvalorizado está criando problemas para diversos países, inclusive a Índia. "
Em suma, o impacto da política cambial chinesa sobre outros países em desenvolvimento não é clara. Embora diversos desses países tenham visto uma valorização substancial de suas moedas durante o ano passado, o que exerceu pressão sobre suas exportações e os expôs a uma concorrência mais acirrada da China, a recuperação econômica chinesa também lhes deu um impulso, especialmente no caso de seus vizinhos, mas também no caso de produtores commodities, como o Brasil.
Daniane Afonso

22 de abr. de 2010

Terremoto no Afeganistão

Tremores não param de acontecer pelo mundo, e o país atingido dessa vez foi o Afeganistão. Com uma magnitude de 5,3 graus, o norte da capital sentiu o abalo na madrugada dessa última segunda feira (20/04), deixando 7 mortos e 30 feridos.
O tremor aconteceu na província de Samangan, onde quase não há rodovias, dificultando assim a comunicação. Isso prejudica, principalmente, o conhecimento da situação pelas autoridades.
Kulam Sakhi Baghlani, vice governador da província, disse que três distritos foram afetados. Foi também sentido em Cabul e nos países vizinhos, Uzbequistão e Tajiquistão.
Além do prejuízo de moradias no território afegão, cerca de 300 casas feitas de barro, houve morte de dezenas de cabeças de gado.
Houve também deslizamentos de terra que bloqueraram as poucas estradas, complicando dessa forma, o trajeto de oito horas em veículo pela região altamente montanhosa, entre a zona e Aybak, capital da província.



18 de abr. de 2010

Terremoto na China

O número de mortos pelo terremoto de 7,1 graus que castigou a província chinesa de Qinghai na quarta-feira passada já chegou a 1.706, segundo a última informação da agência oficial de notícias "Xinhua". Um porta-voz do quartel de serviços de resgate destacou que há "12.128 feridos, dos quais 1.424 estão em estado grave", e 417 pessoas continuam desaparecidas.
O presidente visitou a cidade mais afetada pelo terremoto, com 85% de suas casas destruídas e visitou os feridos que recebem tratamento médico no estádio de Yushu. Centenas de corpos das vítimas do terremoto foram cremados ontem em uma cerimônia coletiva realizada por monges budistas tibetanos, enquanto o imenso funeral era realizado, equipes de resgate enviadas por Pequim continuavam a busca por sobreviventes nos escombros, a chance de as equipes de socorro encontrarem sobreviventes é cada vez menor devido as condições do tempo e as horas que as pessoas estão nos escombros.
A atuação das equipes de socorro é dificultada pelo isolamento de Yushu, que fica distante da capital onde está o maior aeroporto da região. Segundo as autoridades locais, o maior problema continua a ser o suprimento de produtos básicos, como água potável e comida.

17 de abr. de 2010

Oferta paquistanesa

Após a divulgação de um relatório de Harvard dizendo que os arsenais nucleares paquistaneses são considerados os “menos seguros do mundo” em relação a roubos e ataques e estão sobre “imensas” ameaças, o Primeiro Ministro do Paquistão, Yusuf Reza Gilani, ofereceu em um encontro sobre questões nucleares em Washington, serviços de processamento de combustível atômico no Paquistão para a comunidade internacional com a intenção de dar garantias que os arsenais nucleares são seguros.

Masood Khan, negociador chefe para assuntos nucleares, rebate as acusações dizendo que os arsenais não só são seguros, como o Paquistão trabalha em parceria com as agências internacionais. O presidente americano Barack Obama diz estar confiante na segurança dos arsenais paquistaneses, mas não nega que essa segurança pode ser reforçada.

Ao se levar em conta que o Paquistão não é signatário do TNP, e a forte presença de movimentos pró-Taliban e da al-Qaeda, a possibilidade de roubos desse material nuclear, ou em pior caso, de armas nucleares, por parte de agentes governamentais simpatizantes desses movimentos, leva ao surgimento de dúvidas em relação a segurança de materiais atômicos de outros países circulando pelo território paquistanês. Independente de a comunidade internacional aceitar essa oferta ou não, as medidas de monitoramento desses arsenais deve ser intensificada.

Guilherme Rodrigues Miranda

Fonte: http://english.aljazeera.net/news/asia/2010/04/201041452350607665.html

15 de abr. de 2010

Reunião do Mecanismo de Diálogo Estratégico Brasil-Índia



Será realizada no Palácio Itamaraty, hoje dia 15 de abril, a IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro ministro da Índia, Manmohan Singh.
Na pauta do encontro, destacam-se temas como a participação dos três países na reconstrução do Haiti, através do Fundo IBAS para o Alívio da Fome e da Pobreza, e a cooperação em ciência e tecnologia, entre outros.
Paralelamente realizar-se-à, também em Brasília no dia 16, a II Cúpula do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
Durante o encontro, serão examinados temas da agenda bilateral e assuntos da pauta regional e internacional, bem como a coordenação de posições em foros multilaterais.
A visita do Primeiro Ministro indiano constitui oportunidade para o aprofundamento da cooperação entre o Brasil e a Índia em setores como ciência e tecnologia, agricultura, educação, cultura, turismo, energia, transportes e desenvolvimento social.
Daniane Afonso

14 de abr. de 2010

Cai avião americano em território afegão

Na última noite de quinta feira (08/04/2010), um avião Osprey da força aérea americana caiu na província de Zabul, provocando quatro mortes, sendo três soldados americanos e um empregado civil.
A força liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no país, informou que ainda não se sabe o real motivo do acidente, apenas que a aeronave carregava soldados americanos no momento da explosão.
Não foi revelado o número de feridos, mas estes estão sendo tratados em uma base próxima do ocorrido.
Hoje há cerca de 120 mil efetivos, mas espera-se que o número de soldados estrangeiros aumentem até o fim desse ano para 150 mil - parte da estratégia dos norte-americanos para combater o crescimento da violência.


11 de abr. de 2010

EUA visa aliviar a tensão entre Paquistão e Índia

Presidente Barack Obama emitiu uma secreta diretriz em dezembro para intensificar a diplomacia norte-americana destinada a aliviar as tensões entre Índia e Paquistão.
A diretriz concluiu que a Índia deve tentar resolver as tensões com o Paquistão, uma prioridade para o progresso a ser feito como meta dos Estados Unidos na região. Os EUA tem investido muito em suas próprias relações com o Paquistão nos últimos meses. Concordando com um pacote de ajuda de US $ 7,5 bilhões e enviando oficiais militares e diplomáticos para Islamabad com repetidas visitas. As negociações em Washington no mês passado reflete a administração de Obama, o qual acredita que o Paquistão deve mudar seu cálculo estratégico e ter uma postura mais firme contra os militantes baseados dentro das regiões tribais ao longo do decurso do próximo ano, a fim de reverter a situação no Afeganistão.
O debate continua sobre a administração do governo de como é difícil de empurrar a Índia, que há muito tempo resistiu à intervenção estrangeira no conflito com seu vizinho. O Pentágono, em particular, tem buscado uma maior pressão sobre Nova Deli, de acordo com os EUA e indianos.
Contudo, a Índia tem resistido por muito tempo um envolvimento em suas diferenças com o Paquistão, em particular sobre a disputada região da Caxemira. Oficiais militares dos EUA vem encorajando Nova Délhi para ser mais "transparente" sobre as suas atividades ao longo do compartilhamento da fronteira e para cooperar mais com o Paquistão.
Nota-se que os Estados Unidos tem desempenhado um papel-chave nas neociações, para tentar reativar um diálogo de paz, porém há falta de confiança entre os dois países.
Apesar disso, é notório tambén que os eforços entre o primeiro-ministro indiano Singh, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, ocorreu sem a participação EUA.
Daniane Afonso

Cresce interesse chinês no trem-bala brasileiro

Um dos principáis temas a serem tratados pelo presidente chinês Hu Jintao na sua visita ao brasil no encontro que terá com o presidente em Brasília na sexta feira, será o interesse chinês na construção do trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A China está empenhada em ganhar a disputa o que poderá transformar o Brasil em um meio de promover a exportação de seus trens rápidos, eles consideram isso uma prioridade.
A construção do trem será uma das obras públicas mais caras já realizadas no Brasil, com o custo estimado em R$ 34, 6 bilhões, os chineses disputarão o projeto com países que têm tradição na construção e operação do trem como Japão, França e Alemanha.
A China vive uma febre na construção de trens de alta velocidade, que em breve transformará sua malha na maior do mundo. Além do Brasil, a China disputa a construção de linhas de alta velocidade na Arábia Saudita e nos EUA.
Do seu lado Lula vai ressaltar o interesse brasileiro em manter as operações da Embraer na China. A empresa pretende fabricar no país seu avião de grande porte e renegociar a parceria que tem com a estatal Avic desde 2002, formada originalmente para a fabricação na China dos aviões de até 50 lugares. Se as duas partes não se entenderem, a Embraer poderá encerrar suas operações na china na próximo ano.

Presidente afegão acusa intervenção dos EUA em assuntos internos

O presidente Hamid Karzai acusou os norte-americanos de intervirem em assuntos internos do Afeganistão e avisou também que a revolta dos talibãs pode virar um movimento legítimo.
Em uma reunião com 70 parlamentares do país, o presidente afegão alertou que essa insurreição poderá ser válida perante a lei, caso os estrangeiros não parassem de intrometer nos assuntos interno do país.
Se o parlamento não apoiar sua vontade de tomar o controle do organismo encarregado de supervisionar o processo eleitoral, Karzai tem a convicção de se juntar à rebelião. Durante a maior parte da reunião, o presidente passou grande parte criticando os parlamentares que recusavam sua pretensão.
No dia 1º desse mês, o presidente Karzai, já havia agredido as potências ocidentais por serem responsáveis das fraudes das últimas eleições provinciais e presidenciais.



Andrea Katherine de Souza Suguino

10 de abr. de 2010

Poder presidencial restringido no Paquistão




Recentemente, a Assembléia Nacional do Paquistão aprovou de modo unânime um conjunto de reformas constitucionais que restringem o poder do presidente Asif Ali Zardari e os transferem para o parlamento.

O Primeiro Ministro Yusuf Raza Gilani ressaltou a importância dessa vitória dizendo que “o parlamento se fez supremo” e “toda a nação está unida hoje”.
O presidente perde dessa maneira seus dois maiores privilégios – dissolver a Assembléia Nacional e indicar os lideres das Forças Armadas – que foram introduzidos nos anos 1980 para que se tenha maior controle sobre o governo.

Ao ocorrer essa mudança de foco no governo paquistanês, com o presidente passando a ter um papel mais “cerimonial” e o Primeiro Ministro maiores responsabilidades, lanço um questionamento: Será que a política paquistanesa de apoio a “Guerra ao Terror”, combatendo os militantes em seu próprio território, irá sofrer abalos ou irá se manter?

Ao que tudo indica, ela não passará por mudanças no momento.

Essa foi uma importante medida tomada pela Assembléia do Paquistão, tornando o poder menos centralizado e menos suscetível a medidas unilaterais dos governantes, até mesmo de cunho ditatorial.

Guilherme Rodrigues Miranda
fonte: http://english.aljazeera.net/news/asia/2010/04/20104815523247104.html

8 de abr. de 2010

China deve emprestar US$ 2 bi para a Indonésia

Segundo o ministro do Comércio da Indonésia, Mari Pangestu, a China concordou em emprestar cerca de US$ 2 bilhões para investimentos em infraestrutura para a Indonésia, os planos do país são de gastar US$ 140 bilhões para desenvolver sua infraestrutura e ajudar a alcançar a meta de crescimento econômico de 7%.

Pequim dará o equivalente a US$ 1,8 bilhão em créditos preferenciais de compra fornecidos pelo Eximbank da China e fornecerá um financiamento de US$ 263 milhões.

Provavelmente o acordo será assinado em maio pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, durante a visita à Indonésia.

Rafaela Billig Dalla Vechia

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/not_12101.htm


3 de abr. de 2010

Conversas sobre conversas

Em fevereiro, Índia e Paquistão efetuaram uma reunião com a intenção de debater sobre a região da Caxemira. É a primeira reunião entre os dois países em 15 meses desde os atentados a Mumbai, na Índia, que matou 173 pessoas. A Índia acusa o Paquistão de abrigar os militantes do grupo Lashkar-e-Taiba que fizeram o ataque.

Declarações de ambos os países mostram uma aparente satisfação, onde houve uma “boa química entre as delegações” e que se espera “um resultado positivo” em diminuir as divergências.

Mas apesar dessas declarações, analistas acreditam ser apenas o resultado de pressões por parte dos Estados Unidos para a retomada de conversas entre os dois países e a diminuição das tensões enfrentadas por eles, e há bastante ceticismo para possíveis encontros futuros.

Acredito que realmente o ceticismo esteja certo, mas não discordaria caso sugerissem que essas pressões se mantivessem, afinal, a tensão entre os dois países já resultou em três guerras, e hoje como ambos os países possuem armamentos nucleares, uma nova guerra poderia ter conseqüências catastróficas em uma região já instável e que possui presença norte-americana que tenta “estabilizar” a região por seus próprios meios.

Guilherme Rodrigues Miranda

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/02/100225_indiapaquistaofn.shtml

Indonésia confirma morte de um dos terroristas mais procurados da Ásia

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, confirmou a morte de Dulmatin, dirigente da organização extremista Jemaah Islamiya e suposto criador das bombas usadas no ataque de Bali em 2002, causando a morte de 202 pessoas. Foi baleado em uma operação antiterrorista nos arredores de Jacarta.

A tentativa de combate ai terrorismo está por toda a parte. Os Estados lutam contra estes grupos, mas parece que eles estão cada vez mais se expandindo pelo mundo. Nos últimos anos a Força de Segurança da Indonésia matou ou deteve mais de 400 suspeitos de terrorismo.

Os Estados Unidos ofereciam U$$ 10 milhões como recompensa por Dulmatin.

A organização Jemaah Islamiya é aliada da al-Qaeda e foi criada em 1995. Seu objetivo é estabelecer um estado islâmico na Indonésia, Malásia e no sul de Filipinas e Tailândia.

Rafaela Billig Dalla Vechia

Fonte: www.g1.globo.com



2 de abr. de 2010

China, Irã e Brasil e a questão nuclear

O começo da mudança de posição da China em relação às sanções ao Irã se deve ao fracasso da mais recente tentativa chinesa e russa de convencer o governo iraniano a aceitar a propasta idealizada em outubro, que previa que o Irã enviaria seu urânio levemente enriquecido à Rússia e à França e receberia de volta urânio enriquecido na proporção necessária para uso médico, que os iranianos dizem ser a finalidade de seu programa nuclear. Do ponto de vista ocidental, se anularia a chance de o Irã conseguir urânio enriquecido na medida necessária para a bomba.
Para a China as sanções que não sejam "paralisantes" [da economia iraniana] são aceitáveis. Para os EUA, trata-se de um sinal político altamente positivo, na medida em que mostraria o isolamento do regime iraniano.A mudança de posição chinesa, se confirmada terá implicações diretas para a diplomacia brasileira. Porque a China e o Brasil vinham tendo idêntica posição: ainda há espaço para o diálogo e, portanto, não é o tempo para punições.E porque o diálogo que o Brasil mantém com Teerã gira exatamente em torno da proposta que os chineses e os russos levaram de novo ao Irã só para vê-la rejeitada.
Em um encontro entre autoridades brasileiras e iranianas, em janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discutiu com seu colega Manoucher Mottaki "tempos e quantidades" da troca de urânio iraniano. Se essa discussão está vencida o Brasil mais cedo ou tarde terá que repensar a sua posição.

1 de abr. de 2010

Futebol resgata jovens da guerra

Uma ação humanitária na Caxemira, uma das regiões mais perigosas do mundo, procura afastar crianças do conflito que há mais de cinco décadas castiga a população. A líder desse projeto, é a brasileira Priscila de Tróia, a qual icentiva os garotos a ter um futuro melhor por meio do futebol. No dia 31 de março dois jovens da Caxemira desembarcaram do Brasil para jogar pelo Marília. Ainda neste ano o filho de um rebelde considerado terrorista pelo governo da India poderá ser recebido pelo Santos. A saída dos garotos da região se transformou em um debate político nacional, com repercussões que extrapolaram o noticiário esportivo.
O projeto nasceu em 2006, depois que Priscila e seu marido Juan Marcos , que já viviam na Índia, passaram pela região da Caxemira e observaram que os meninos da região eram loucos por futebol; ao contrário do resto da Índia, onde o cricket (esporte parecido com o basebol) predomina como a modalidade favorita.

A Caxemira é considerada uma das regiões mais violentas do mundo. A guerra entre Índia e Paquistão já deixou milhares de vítimas e o local é um dos mais militarizados do planeta.
Porém, a brasileira Priscila e seu esposo Juan, perceberam que esse desafio não seria fácil, pois, no primeiro mês de trabalho, seu esposo foi espancado por militares indianos, na suspeita de que ele era um espião ou estaria trabalhando com algum objetivo obscuro.
Na realidade, a meta dos indianos é evitar que qualquer sentimento de nacionalismo da Caxemira seja incentivado; O temor é que o movimento em prol da independência da região ganhe força por intermédio do futebol. A iniciativa de levar jogadores dali para o exterior, portanto, foi recebida inicialmente com desconfiança pelas autoridades. Pouco a pouco, as autoridades entenderam que o objetivo era apenas o de manter as crianças nos campos e não deixar que caíssem nas mãos de rebeldes.

Contudo, esta é uma das maiores iniciativas sociais da Caxemira. Mas a vida não é fácil!
Para chegar aos campos, muitos precisam passar por zonas de conflitos entre população e militares. Segundo Priscila, "Quando eles entram no gramado, esquecem do mundo e apenas querem ser grandes estrelas"
Hoje, este projeto é financiado com a ajuda de patrocinadores e o governo brasileiro facilitou a emissão dos vistos aos garotos. O Itamaraty admite que a iniciativa tem contribuído para a imagem do Brasil na região.


Daniane Afonso

Dificuldades na reorientação da política externa Japonesa

Se um dos lemas do novo partido no poder japonês(PDJ) é o de desenvolver estratégias de política externa pró-ativa depois de muito tempo de relativa apatia, agora não parece o melhor momento para isso. O Japão acordou novamente com a notícia de queda de 0,9% da produção industrial, pela primeira vez em um ano, quando já estava-se especulando uma possível recuperação, a preocupação de recessão nesse trimestre que vem pela frente se mostra cada vez mais fundada.

Depois da II Guerra Mundial, o Japão concentrou seus esforços para recuperar sua economia e foi se destacando cada vez mais no cenário internacional. Porém, no quesito político, sua participação sempre foi limitada, até mesmo pelo pouco interesse japonês, logo, a sua relevância no contexto global, foi-se demarcando por sua forte economia.

Tendo em vista esse ponto, pode-se perceber a dificuldade que o Japão terá em se inserir nesse momento com uma política externa pró-ativa, mesmo nas questões asiáticas, já que a China está ocupando o lugar de gigante econômico, e não só econômico, pois se antes o Japão era um incontestável parceiro dos Estados Unidos, agora com a política do PDJ as coisas podem tomar um rumo de afastamento, justamente no momento em que, desde a entrada de Barack Obama, as relações sino-americanas se reorientaram para uma maior aproximação. Durante o primeiro mandato de Obama já houveram 3 visitas ao presidente chinês Hu Jintao, além do acordo em estabelecer um pleno relacionamento de cooperação, em sinal disso ocorreu em Julho de 2009 o "Diálogo Estratégico e Econômico EUA-China". Isso se reflete nas relações econômicas também, segundo os dados da U.S Census Bureau as importações norte-americanas de produtos chineses superaram a importação dos produtos japoneses em 2008, de 1990 até 2008 os produtos exportados chineses para os EUA passaram de 3,1% para 16,8%, já a participação japonesa diminuiu de 18,1% para 6,6%. O mesmo ocorre com a exportação norte-americana para esses países, a China representava antes 1,2% das exportações totais dos EUA e passou para 5,4%, em contrapartida o Japão reduziu de 12,3% para 5,1% no mesmo período.
No contexto econômico mundial, os dados não estão muito melhores. De acordo com os dados do FMI, em 2000 a participação japonesa no PIB Mundial era de 14,5%, caindo para 8,1% em 2008. Nesse mesmo tempo a participação chinesa subiu de 3,7% para 7,1%, com perspectivas de se igualarem ainda esse ano.
Diante de todos esses dados, podemos concluir que o Japão terá que reorientar não só a sua política externa, mas também o seu foco.