Uma ação humanitária na Caxemira, uma das regiões mais perigosas do mundo, procura afastar crianças do conflito que há mais de cinco décadas castiga a população. A líder desse projeto, é a brasileira Priscila de Tróia, a qual icentiva os garotos a ter um futuro melhor por meio do futebol. No dia 31 de março dois jovens da Caxemira desembarcaram do Brasil para jogar pelo Marília. Ainda neste ano o filho de um rebelde considerado terrorista pelo governo da India poderá ser recebido pelo Santos. A saída dos garotos da região se transformou em um debate político nacional, com repercussões que extrapolaram o noticiário esportivo.
O projeto nasceu em 2006, depois que Priscila e seu marido Juan Marcos , que já viviam na Índia, passaram pela região da Caxemira e observaram que os meninos da região eram loucos por futebol; ao contrário do resto da Índia, onde o cricket (esporte parecido com o basebol) predomina como a modalidade favorita.
A Caxemira é considerada uma das regiões mais violentas do mundo. A guerra entre Índia e Paquistão já deixou milhares de vítimas e o local é um dos mais militarizados do planeta.
Porém, a brasileira Priscila e seu esposo Juan, perceberam que esse desafio não seria fácil, pois, no primeiro mês de trabalho, seu esposo foi espancado por militares indianos, na suspeita de que ele era um espião ou estaria trabalhando com algum objetivo obscuro.
Na realidade, a meta dos indianos é evitar que qualquer sentimento de nacionalismo da Caxemira seja incentivado; O temor é que o movimento em prol da independência da região ganhe força por intermédio do futebol. A iniciativa de levar jogadores dali para o exterior, portanto, foi recebida inicialmente com desconfiança pelas autoridades. Pouco a pouco, as autoridades entenderam que o objetivo era apenas o de manter as crianças nos campos e não deixar que caíssem nas mãos de rebeldes.
Contudo, esta é uma das maiores iniciativas sociais da Caxemira. Mas a vida não é fácil!
A Caxemira é considerada uma das regiões mais violentas do mundo. A guerra entre Índia e Paquistão já deixou milhares de vítimas e o local é um dos mais militarizados do planeta.
Porém, a brasileira Priscila e seu esposo Juan, perceberam que esse desafio não seria fácil, pois, no primeiro mês de trabalho, seu esposo foi espancado por militares indianos, na suspeita de que ele era um espião ou estaria trabalhando com algum objetivo obscuro.
Na realidade, a meta dos indianos é evitar que qualquer sentimento de nacionalismo da Caxemira seja incentivado; O temor é que o movimento em prol da independência da região ganhe força por intermédio do futebol. A iniciativa de levar jogadores dali para o exterior, portanto, foi recebida inicialmente com desconfiança pelas autoridades. Pouco a pouco, as autoridades entenderam que o objetivo era apenas o de manter as crianças nos campos e não deixar que caíssem nas mãos de rebeldes.
Contudo, esta é uma das maiores iniciativas sociais da Caxemira. Mas a vida não é fácil!
Para chegar aos campos, muitos precisam passar por zonas de conflitos entre população e militares. Segundo Priscila, "Quando eles entram no gramado, esquecem do mundo e apenas querem ser grandes estrelas"
Hoje, este projeto é financiado com a ajuda de patrocinadores e o governo brasileiro facilitou a emissão dos vistos aos garotos. O Itamaraty admite que a iniciativa tem contribuído para a imagem do Brasil na região.
Daniane Afonso