29 de mar. de 2010

Presidente americano fez visita surpresa no Afeganistão


O presidente Obama, que viajou no meio da noite (28/03) para uma visita surpresa - a primeira desde que assumiu o cargo, afirmou à Hamid Karzai, diante da imprensa após uma reunião fechada, o grande entusiasmo com os progressos do governo afegão, porém disse que ainda quer mais melhorias no combate às drogas e à corrupção.
Pressionou também o presidente afegão para prosseguir juntamente com os civis lutar contra a corrupção.
Obama agradeceu às tropas americanas pelos "esforços incríveis e seus tremendos sacrifícios".
A viagem foi cercada de segredos, e o presidente viajou sem escalas, pousando apenas na base aérea de Bagram (norte de Cabul).
Na reunião ficou decidido que o chefe de Estado afegão - Hamid Karzai - viajará a Washington em 12 de maio.



Andrea Katherine Suguino


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1548180-5602,00-OBAMA+ELOGIA+PROGRESSOS+NO+AFEGANISTAO+MAS+DIZ+QUE+EUA+QUEREM+MAIS.html

27 de mar. de 2010

Conversas entre Paquistão e Estados Unidos iniciam-se

A recente reunião efetuada no Departamento de Estado americano, entre a Secretária de Estado Hilary Clinton e o Ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmoud Qureshi e outros oficiais de ambos os governos, marcou uma retomada no dialogo entre Estados Unidos e Paquistão a cerca da presença norte americana na região da Ásia Central.


O Paquistão mostra-se bastante interessado em estreitar suas relações com os EUA, esperando que suas recentes ações contra o terrorismo sejam vistas de modo positivo pelo governo de Barack Obama. Os oficiais paquistaneses apresentaram uma ampla lista de importantes assuntos a serem debatidos, entre os quais o reconhecimento por parte do governo americano de que o Paquistão é uma potência com armas nucleares. Mas provavelmente, o mais importante assunto é a proposta para que um acordo tecnológico na área de produção de energia nuclear de uso civil seja fechado entre ambos Estados.


É interessante notar a iniciativa do governo paquistanês em colocar em pauta tais assuntos, procurando aproveitar a presença norte americana na região e a busca dos EUA por mais aliados em suas ações no Afeganistão. O acordo proposto pelo Paquistão tem como molde um acordo semelhante fechado entre os EUA e a Índia, e beneficiaria ambos os países. A posição do governo americano aparenta ser bastante otimista, pois aproveitar essa oportunidade aberta pelo Paquistão significaria fortalecer a presença dos EUA na Ásia Central, e com isso o governo paquistanês também se fortaleceria desde que agisse com sabedoria.


Guilherme Rodrigues Miranda


Fonte: http://www.cnn.com/2010/POLITICS/03/24/clinton.pakistan

26 de mar. de 2010

Google deixa a China

O maior provedor de informação do mundo, Google, começou a funcionar na China em 2006 e aceitou fazer autocensura quando lhe fosse ordenado. Atualmente, ela tomou a decisão de transferir o seu site chinês de Xangai para a região de Hong Kong, onde não precisava continuar se autocensurando, mas isso não mudou a situação para os internautas chineses, pois o governo passou a filtrar os resultados das buscas que envolvem assuntos “sensíveis” para Pequim.
Para um país como a China a expansão dos setores de ponta, como o das telecomunicações, é imperativamente estratégico. O controle dos conteúdos e do acesso a web deve ser condicionado quando necessário, pois a estabilidade do sistema de governo, que combina ditadura comunista e economia de mercado, necessita do controle sobre as informações divulgadas a sua população.
A empresa Google acusou Pequim de mandar invadir o site para roubar códigos de computação protegidos por direitos autorais, e copiar as contas de e-mail de críticos do regime. Protestando em alto e bom som, retirou-se do país. Essa mudança levou 3 meses para ocorrer e pode-se dizer que retirou-se a contragosto. O seu fundador, Sergey Brin, não excluiu a hipótese de “voltar a servir a China continental”. Diante dessa situação outras empresas da internet poderão pensar duas vezes antes de levar as suas inovações à China.

Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=683471

Maíra Cortez

Jobim visita Índia de olho no mercado bélico

Os governos de Moscou e Nova Délhi assinaram nesta semana uma série de acordos estratégicos nas áreas nuclear, espacial e militar após o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, visitar a Índia. A Índia é hoje o país que mais gasta recursos públicos com a importação de material bélico e estratégico. E a cada ano aumenta seus gastos militares. Dados oficiais apontam que o país gasta 2,5% do PIB em armas.
Porém, o Brasil não quer ficar de fora, desse mercado, pois, o Ministro da Defesa Nelson Jobim propôs uma parceria estratégica entre Rússia e Índia. Além disso, inaugurou na Embaixada do Brasil um departamento de adidos militares (representantes da Defesa ou especificamente de uma das Forças Armadas) no intuito de obter não apenas uma parceria comercial com o governo indiano.
Contudo, os pactos seriam um forte sinal de aproximação entre as duas potências ? Segundo os acordos, técnicos russos deverão construir pelo menos dez usinas nucleares em território indiano nos próximos anos.

Fonte:http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacio/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=679190

Daniane Afonso

25 de mar. de 2010

Herdeiro do trono britânico visita tropas no Afeganistão

"Eu quis vim aqui e dizer obrigado, vocês estão de parabéns!", disse o príncipe Charles, nesta quinta-feira em sua primeira visita às tropas britânicas no Afeganistão, aos soldados em território controlado pelo Taliban.
Em sua visita, se reuniu com os comandantes britânicos e americanos da Força Internacional de Assistência à Segurança (dirigida pela OTAN) e visitou um projeto de renovação, patrocinada por ele, na cidade de Cabul.
Charles foi ao Distrito de Nad Ali, onde mês passado houve a maior ofensiva de guerra, que perdura por 8 anos.

Grã-Bretanha tem cerca de 10 mil soldados no Afeganistão, e o oficial comandante da área, o major Ian Lindsay-German, da Guarda Escocesa, confessou ao príncipe que houve redução muito acentuada na violência ao ponto de estarem recebendo alguns sinais de talibans que querem se render.
Em resposta, Charles disse que admira profundamente as forças armadas e apóia o trabalho delas de todas as maneiras possíveis.


Andrea Katherine Suguino


Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/03/25/principe-charles-visita-tropas-britanicas-no-afeganistao.jhtm

24 de mar. de 2010

Conferência gay é cancelada para evitar novos protestos

Neste próximo final de semana iria ocorrer na Indonésia uma Conferência para dicutir direitos de homossexuais, mas por medo a algum tipo de ataque, a polícia indonésia proibiu que o evento seja realizado.
Apesar de a Indonésia não proibir a relação sexual entre duas pessoas do mesmo sexo, o islamismo vai contra estes princípios, e como o país é formado pela maior população muçulmana do mundo, estes por sua vez não estão muito felizes com a idéia deste tipo de evento ser realizado em território indonésio.

Ainda não ficou decidido se a conferência será mesmo cancelado, ou realizada mesmo sem permissão. Caso venha a ser realizado, muita coisa pode acontecer neste território. E é isso que a polícia do país teme, que local seja atacado por conservadores anti-gays.

Rafaela Billig Dalla Vechia


23 de mar. de 2010

Japão: Um novo pensamento político?

Em novembro do ano passado, o resultado das eleições do Japão chamou a atenção no mundo todo. Depois de cinco décadas quase ininterruptas sob o comando do PLD (Partido Liberal Democrata), o Partido do ex-primeiro ministro Taro Aso, o Japão está pela primeira vez, depois da 2° Guerra Mundial, sob o comando do Partido Democrático do Japão, o PJD.

O PLD representa o pensamento japonês pós II Guerra Mundial, que era a reconstrução do país destroçado pela guerra e funcionou como um condutor do modelo capitalista no Japão. Esse partido, que tinha como grande parceiro os Estados Unidos, levou o Japão ao crescimento econômico ininterruptamente, salvo alguns períodos de crise, além de contar com o tradicionalismo dos eleitores japoneses.
A derrota desse partido é devido a grande crise financeira que o Japão está vivendo desde 2008, sendo assim, perdeu sua principal bandeira ou representa uma mudança do pensamento político japonês?

De fato, ainda é preciso tempo para avaliar as diretrizes tomadas pelo PJD, mas um dos pontos notáveis de especulação era o relativo distanciamento do Japão em relação aos Estados Unidos.
Porém, o Japão mostrou mais uma vez a sua "tradição em tradicionalismo". Em meio a tantas especulações, em 19 de Janeiro desse ano, o Japão renovou pelo quinquagésimo ano, o Tratado de Segurança e Cooperação Mútua entre Japão e Estados Unidos. Abaixo está o primeiro parágrafo do documento:

"No qüinquagésimo aniversário da assinatura do Tratado de Segurança e
Cooperação Mútua, os Membros do Comitê Consultivo de Segurança (SCC)
afirmam que a Aliança entre Japão e Estados Unidos desempenha um papel
indispensável em assegurar a segurança e prosperidade tanto dos Estados Unidos
como do Japão, assim como a paz e estabilidade regional. A Aliança é
fundamentada em nossos valores compartilhados, ideais democráticos, respeito
aos direitos humanos, estado democrático de direito e interesses comuns. A
Aliança tem servido como base para nossa segurança e prosperidade ao longo dos
últimos 50 anos e os Ministros estão comprometidos em assegurar que ela
continue sendo efetiva em enfrentar os desafios do século XXI. Os acordos de
segurança entre Japão e Estados Unidos sustentam a cooperação em diversos
assuntos globais e regionais, além de fomentar a prosperidade na região da Ásia
e do Pacífico. Os Ministros estão comprometidos em consolidar esses acordos e
expandir novas áreas de cooperação." *
Diante de tais palavras, o Japão mostrou mais uma vez que tratando-se de tradição, o rompimento não será visto de uma hora pra outra. Mas, uma vez estabelecida a mudança, ela ocorrerá de forma pontual e gradativa, quase como um Yubikiri.

*Pode-se conferir o documento na íntegra no site da Embaixada Japonesa (http://www.br.emb-japan.go.jp/)

18 de mar. de 2010

Dívida do Afeganistão é perdoada

O clube de Paris, instituição informal constituída por 19 países desenvolvidos, divulgou o cancelamento da dívida do Afeganistão com seus membros. Em comunicado, o grupo declarou nulo a dívida de US$ 585 milhões em bases bilaterais e voluntárias, logo após Afeganistão ter se comprometido em dividir esses recursos para combater a pobreza. O clube também cancelou uma dívida de US$ 441 milhões, significando a parcela do clube em uma iniciativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
O valor total absorvido, cerca de US$ 1,026 bilhão, é quase a metade da dívida externa pública do Afeganistão em março de 2009. Segundo o Clube de Paris, as autoridades afegãs tiveram avanços no gerenciamento das finanças públicas e na transparência.
Andrea Katherine Suguino

17 de mar. de 2010

Protesto contra visita de Obama na Indonésia

De acordo com notícia publicada no dia 14/03/2010 pelo site www.g1.com, "Milhares de muçulmanos protestam contra a visita de Obama à Indonésia", cerca de 2 mil islamitas radicais Hizb ut-Tahrir, manifestaram na cidade de Makassar contra a visita do presidente Barack Obama que estava prevista para o dia 18 de março, e adiada para o dia 21.
Os Indonésios acreditam a "América ser os verdadeiros terroristas".
Apesar de todo este movimento, Obama ainda conta com apoio no país.

Com isso é possível perceber que apesar da hegemonia do EUA, ainda há muitos países que não estão de acordo com os princípios dos norte-americanos, rejeitando todo e qualquer tipo de intervenção feita pela "América".

Para os cidadãos da Indonésia, por mais que Obama tenha estudado em jacarta, capital da Indonésia, Obama não faz parte da história do povo Indonésio.


Rafaela Billig Dalla Vechia

9 de mar. de 2010

Paquistão falhando na Guerra Ao Terror

Em artigo entitulado “Paquistão falhando na Guerra Ao Terror”, publicado no dia 01/12/2009 na revista Foreign Policy, Brian Fishman aborda um assunto um tanto quanto delicado. Ele trata das estratégias do governo paquistanês de combater as milícias islâmicas radicais que se instalam nas fronteiras do Paquistão com o Afeganistão, para atuar neste ultimo contra as tropas americanas.

Segundo o autor, o Paquistão merece crédito pelas recentes ofensivas contra militantes tribais e grupos extremistas, mas ressalta que tais operações ainda estão longe de serem suficientes. O Paquistão adota uma estratégia que coloca na balança os militantes “pró” e “anti” Paquistão, independente de suas relações com a al-Qaeda, e baseado nisso, direciona suas ofensivas a grupos específico. Tal balanço ocorre porque grupos islâmicos radicais pró-Paquistão se tornam armas muito eficientes contra a Índia na região da Caxemira (Kashmir) - região essa que é reivindicada por ambos os países desde 1947 – e devido a isso o governo paquistanês procura manter um equilíbrio entre uma ofensiva definitiva contra os militantes, que possa ajudar os esforços norte-americanos no Afeganistão, ou apenas manter ofensivas simbólicas para mostrar ação.


Essa é uma estratégia que deve ser revista pelo governo paquistanês mais cedo ou mais tarde, pois como Fishman coloca, em um longo prazo, a cooptação por parte da al-Qaeda de militantes paquistaneses, que iniciaram uma onde de ataques ao país alegando que o Paquistão se tornou uma “força infiel que ataca os verdadeiros mulçumanos”, pode levar ao enfraquecimento do governo, instabilidade política, e por fim, um aumento de tensões entre Paquistão e Índia.


Guilherme Rodrigues Miranda

fonte: http://www.foreignpolicy.com/articles/2009/12/01/pakistans_failing_war_on_terror