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13 de jun. de 2010

Irã diz que sanções não afetam relação com a China

Durante visita a Xangai, Ahmadinejad voltou a minimizar a importância da resolução aprovada nesta semana pelo Conselho de Segurança da ONU, que ele qualificou como "um pedaço de papel sem valor".

O presidente do Irã disse que a decisão tomada pela china que apóia as novas sanções da ONU contra o seu país não afetam as relações bilaterais. Criticou Pequim e outras potências nucleares por quererem supostamente monopolizar essa tecnologia.

Salientou a força das relações bilaterais, a China compra bilhões de barris de petróleo iraniano por ano, e, junto com a Rússia, exigiu que as sanções fossem mais brandas do que desejava o Ocidente. O presidente do Irã disse em entrevista coletiva na Exposição Mundial em Xangai que não há razão para controlar ou enfraquecer a relação com a China.

Ahmadinejad foi a Xangai para o "dia do Irã" na Exposição Mundial. China e Irã dizem que essa é a única motivação da visita.

Maíra Cortez

O globo

Site: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/11/ira-diz-que-sancoes-nao-afetam-relacao-com-china-916846771.asp

6 de jun. de 2010

China se torna maior mercado para fabricantes de celulose do Brasil

A china é um dos maiores destinos das exportações Brasileiras de minério de ferro, soja, e de celulose. O país foi o destino de 34% das exportações de celulose pelas fabricantes brasileiras.
Os chineses aumentaram a compra de celulose no ano passado, quando o preço internacional caiu em razão da crise mundial.
Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose feitas pela China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor. A produção brasileira atende à exigência chinesa de usar processos industriais sustentáveis, em resposta à pressão internacional.

Maíra Cortez

Estadão

Site: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100604/not_imp561382,0.php

16 de mai. de 2010

Urbanização é fonte de tensão crescente na China

O processo de urbanização da China é fonte de conflitos sociais do país, sem ter para onde avançar as cidades crescem por meio da derrubada de antigas construções ou da incorporação de áreas agrícolas. Milhões de famílias são explusas de suas casas para dar lugar a empreendimentos imobiliários, os que se recusam a sair são tirados à forças pelos capangas contratados pelas grandes empresas de construção, que quase sempre tem ligação com os governos locais.
A legislação chinesa prevê o pagamento de indenizações, mas o que oferecem não é o suficiente para comprar outra propriedade semelhante. A demolição de casas para dar lugar a novas construções ocupou o segundo lugar na lista de temas que o chinese gostariam de discutir no mais importante evento político na China, a reunião anual do Congresso Nacional do Povo.
Maíra Cortez
O Estado de São Paulo : http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=701611

9 de mai. de 2010

Líde norte-coreano visita China para tratar de programa nuclear

O líder norte-coreano fez uma visita a China, se reuniu com autoridades chinesas, discutiu as negociações para o país abandonar seu programa nuclear, essas negociações estão estagnadas desde dezembro de 2008. Reafirmou a importância das negociações de desarmamento nuclear, mas sem fixar prazos para voltar as conversas multilaterais.
Segundo a agência estatal Xinhua, em relato sobre a reunião, o líder norte-coreano Kim disse que a República Popular Democrática da Coréia trabalhará com a China para criar condições favoráveis para reiniciar as conversações em seis partes.
A imprensa estatal informou que Kim fez uma visita não oficial ao vizinho. A Coréia do Norte abandonou as conversações com China, Rússia, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos e depois realizou um teste nuclear. O que levou a um endurecimento nas sanções das Nações Unidas contra o país.

Maíra Cortez

25 de abr. de 2010

China protesta contra barreira de importação na Argentina

A China fez protestos contra a imposição de barreiras à importação de seus produtos, pelo governo argentino.
O vice-ministro de Comércio da China, Jiang Yaoping disse a agência Xinhua, em Buenos Aires que "do ponto de vista do governo chinês, o fato de a Argentina abrir investigação antidumping tão frequentemente contra um país é discriminatório". Ele disse que a Argentina iniciou 18 investigações antidumping contra a China em 2009.
Como resposta, a ministra da Indústria e Comércio da Argentina, Débora Giorgi, disse que "cada medida antidumping tem origem na prova de um dano à indústria nacional".



Folha de São Paulo
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=693482

23 de abr. de 2010

Brasil e Índia se juntam à pressão dos EUA sobre yuan

A China está sofrendo crescentes pressões de países em desenvolvimento para que comece a valorizar sua moeda, o que está criando aliados inesperados para os EUA em sua disputa sobre a política cambial de Pequim.
Antes da reunião de ministros das Finanças e de presidentes de bancos centrais do G-20 ocorrida ontem em Washington, os presidentes dos BCs indiano e brasileiro fizeram as mais vigorosas declarações, em nome de seus países argumentando em favor de um yuan mais forte. Embora a maioria das pressões públicas sobre a China tenham se originado nos EUA, os comentários evidenciam que algumas economias em desenvolvimento sentem que o atrelamento da moeda chinesa ao dólar impõe custos a suas economias.
Henrique Meirelles, presidente do BC brasileiro, disse que a valorização da moeda chinesa é "absolutamente fundamental para o equilíbrio da economia mundial". Já para o presidente do Banco de Reserva da Índia, Duvvuri Subbarao, disse que o yuan desvalorizado está criando problemas para diversos países, inclusive a Índia. "
Em suma, o impacto da política cambial chinesa sobre outros países em desenvolvimento não é clara. Embora diversos desses países tenham visto uma valorização substancial de suas moedas durante o ano passado, o que exerceu pressão sobre suas exportações e os expôs a uma concorrência mais acirrada da China, a recuperação econômica chinesa também lhes deu um impulso, especialmente no caso de seus vizinhos, mas também no caso de produtores commodities, como o Brasil.
Daniane Afonso

11 de abr. de 2010

Cresce interesse chinês no trem-bala brasileiro

Um dos principáis temas a serem tratados pelo presidente chinês Hu Jintao na sua visita ao brasil no encontro que terá com o presidente em Brasília na sexta feira, será o interesse chinês na construção do trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A China está empenhada em ganhar a disputa o que poderá transformar o Brasil em um meio de promover a exportação de seus trens rápidos, eles consideram isso uma prioridade.
A construção do trem será uma das obras públicas mais caras já realizadas no Brasil, com o custo estimado em R$ 34, 6 bilhões, os chineses disputarão o projeto com países que têm tradição na construção e operação do trem como Japão, França e Alemanha.
A China vive uma febre na construção de trens de alta velocidade, que em breve transformará sua malha na maior do mundo. Além do Brasil, a China disputa a construção de linhas de alta velocidade na Arábia Saudita e nos EUA.
Do seu lado Lula vai ressaltar o interesse brasileiro em manter as operações da Embraer na China. A empresa pretende fabricar no país seu avião de grande porte e renegociar a parceria que tem com a estatal Avic desde 2002, formada originalmente para a fabricação na China dos aviões de até 50 lugares. Se as duas partes não se entenderem, a Embraer poderá encerrar suas operações na china na próximo ano.

2 de abr. de 2010

China, Irã e Brasil e a questão nuclear

O começo da mudança de posição da China em relação às sanções ao Irã se deve ao fracasso da mais recente tentativa chinesa e russa de convencer o governo iraniano a aceitar a propasta idealizada em outubro, que previa que o Irã enviaria seu urânio levemente enriquecido à Rússia e à França e receberia de volta urânio enriquecido na proporção necessária para uso médico, que os iranianos dizem ser a finalidade de seu programa nuclear. Do ponto de vista ocidental, se anularia a chance de o Irã conseguir urânio enriquecido na medida necessária para a bomba.
Para a China as sanções que não sejam "paralisantes" [da economia iraniana] são aceitáveis. Para os EUA, trata-se de um sinal político altamente positivo, na medida em que mostraria o isolamento do regime iraniano.A mudança de posição chinesa, se confirmada terá implicações diretas para a diplomacia brasileira. Porque a China e o Brasil vinham tendo idêntica posição: ainda há espaço para o diálogo e, portanto, não é o tempo para punições.E porque o diálogo que o Brasil mantém com Teerã gira exatamente em torno da proposta que os chineses e os russos levaram de novo ao Irã só para vê-la rejeitada.
Em um encontro entre autoridades brasileiras e iranianas, em janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discutiu com seu colega Manoucher Mottaki "tempos e quantidades" da troca de urânio iraniano. Se essa discussão está vencida o Brasil mais cedo ou tarde terá que repensar a sua posição.

26 de mar. de 2010

Google deixa a China

O maior provedor de informação do mundo, Google, começou a funcionar na China em 2006 e aceitou fazer autocensura quando lhe fosse ordenado. Atualmente, ela tomou a decisão de transferir o seu site chinês de Xangai para a região de Hong Kong, onde não precisava continuar se autocensurando, mas isso não mudou a situação para os internautas chineses, pois o governo passou a filtrar os resultados das buscas que envolvem assuntos “sensíveis” para Pequim.
Para um país como a China a expansão dos setores de ponta, como o das telecomunicações, é imperativamente estratégico. O controle dos conteúdos e do acesso a web deve ser condicionado quando necessário, pois a estabilidade do sistema de governo, que combina ditadura comunista e economia de mercado, necessita do controle sobre as informações divulgadas a sua população.
A empresa Google acusou Pequim de mandar invadir o site para roubar códigos de computação protegidos por direitos autorais, e copiar as contas de e-mail de críticos do regime. Protestando em alto e bom som, retirou-se do país. Essa mudança levou 3 meses para ocorrer e pode-se dizer que retirou-se a contragosto. O seu fundador, Sergey Brin, não excluiu a hipótese de “voltar a servir a China continental”. Diante dessa situação outras empresas da internet poderão pensar duas vezes antes de levar as suas inovações à China.

Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=683471

Maíra Cortez