A china é um dos maiores destinos das exportações Brasileiras de minério de ferro, soja, e de celulose. O país foi o destino de 34% das exportações de celulose pelas fabricantes brasileiras.
Os chineses aumentaram a compra de celulose no ano passado, quando o preço internacional caiu em razão da crise mundial.
Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose feitas pela China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor. A produção brasileira atende à exigência chinesa de usar processos industriais sustentáveis, em resposta à pressão internacional.
Maíra Cortez
Estadão
Site: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100604/not_imp561382,0.php
Este blog foi criado com o objetivo de debater sobre países de maior relevância para as Relações Internacionais Contemporâneas na região da Ásia e da Oceania. Esta é uma proposta feita pelo Prof.º Romero, da Universidade Católica de Brasília aos seus estudantes da matéria de RIC.
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
6 de jun. de 2010
16 de mai. de 2010
Brasil e Índia vão à OMC contra UE por genéricos
Brasil e Índia recorreram no dia 12 de maio à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Européia e a Holanda devido à apreensão de várias cargas de medicamentos genéricos indianos destinados ao mercado brasileiro .
Este caso teve início em dezembro de 2008, com a apreensão feita pela alfândega holandesa de uma droga para pressão alta que saía da Índia para o Brasil.
A União Européia alega que estava apenas se precavendo da existência de medicamentos falsificados, sem a intenção de impedir a produção ou a comercialização de genéricos.
Já embaixador indiano na OMC, Ujal Singh Bhatia, disse que o país pediu repetidamente às autoridades da União Européia e da Holanda uma lista das apreensões, para que a Índia pudesse investigar companhias que estivessem fazendo drogas falsas.
O porta-voz da União Européia para o comércio, John Clancy, disse que a Comissão Europeia discutiu o problema com a Índia durante meses e sinalizou sua intenção de modificar a legislação para esclarecer as regras sobre medicamentos em trânsito.
Agora, eles têm 60 dias para tentar resolver a questão, de outra forma, Brasil e Índia podem pedir que a OMC forme um painel de especialistas para determinar se as ações européias feriram as regras internacionais para o comércio; Como o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual. Contudo, este é um assunto bastante polêmico.
O porta-voz da União Européia para o comércio, John Clancy, disse que a Comissão Europeia discutiu o problema com a Índia durante meses e sinalizou sua intenção de modificar a legislação para esclarecer as regras sobre medicamentos em trânsito.
Agora, eles têm 60 dias para tentar resolver a questão, de outra forma, Brasil e Índia podem pedir que a OMC forme um painel de especialistas para determinar se as ações européias feriram as regras internacionais para o comércio; Como o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual. Contudo, este é um assunto bastante polêmico.
Daniane Afonso
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=70061823 de abr. de 2010
Brasil e Índia se juntam à pressão dos EUA sobre yuan
A China está sofrendo crescentes pressões de países em desenvolvimento para que comece a valorizar sua moeda, o que está criando aliados inesperados para os EUA em sua disputa sobre a política cambial de Pequim.
Antes da reunião de ministros das Finanças e de presidentes de bancos centrais do G-20 ocorrida ontem em Washington, os presidentes dos BCs indiano e brasileiro fizeram as mais vigorosas declarações, em nome de seus países argumentando em favor de um yuan mais forte. Embora a maioria das pressões públicas sobre a China tenham se originado nos EUA, os comentários evidenciam que algumas economias em desenvolvimento sentem que o atrelamento da moeda chinesa ao dólar impõe custos a suas economias.
Henrique Meirelles, presidente do BC brasileiro, disse que a valorização da moeda chinesa é "absolutamente fundamental para o equilíbrio da economia mundial". Já para o presidente do Banco de Reserva da Índia, Duvvuri Subbarao, disse que o yuan desvalorizado está criando problemas para diversos países, inclusive a Índia. "
Em suma, o impacto da política cambial chinesa sobre outros países em desenvolvimento não é clara. Embora diversos desses países tenham visto uma valorização substancial de suas moedas durante o ano passado, o que exerceu pressão sobre suas exportações e os expôs a uma concorrência mais acirrada da China, a recuperação econômica chinesa também lhes deu um impulso, especialmente no caso de seus vizinhos, mas também no caso de produtores commodities, como o Brasil.
Daniane Afonso
11 de abr. de 2010
Cresce interesse chinês no trem-bala brasileiro
Um dos principáis temas a serem tratados pelo presidente chinês Hu Jintao na sua visita ao brasil no encontro que terá com o presidente em Brasília na sexta feira, será o interesse chinês na construção do trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A China está empenhada em ganhar a disputa o que poderá transformar o Brasil em um meio de promover a exportação de seus trens rápidos, eles consideram isso uma prioridade.
A construção do trem será uma das obras públicas mais caras já realizadas no Brasil, com o custo estimado em R$ 34, 6 bilhões, os chineses disputarão o projeto com países que têm tradição na construção e operação do trem como Japão, França e Alemanha.
A China vive uma febre na construção de trens de alta velocidade, que em breve transformará sua malha na maior do mundo. Além do Brasil, a China disputa a construção de linhas de alta velocidade na Arábia Saudita e nos EUA.
Do seu lado Lula vai ressaltar o interesse brasileiro em manter as operações da Embraer na China. A empresa pretende fabricar no país seu avião de grande porte e renegociar a parceria que tem com a estatal Avic desde 2002, formada originalmente para a fabricação na China dos aviões de até 50 lugares. Se as duas partes não se entenderem, a Embraer poderá encerrar suas operações na china na próximo ano.
A construção do trem será uma das obras públicas mais caras já realizadas no Brasil, com o custo estimado em R$ 34, 6 bilhões, os chineses disputarão o projeto com países que têm tradição na construção e operação do trem como Japão, França e Alemanha.
A China vive uma febre na construção de trens de alta velocidade, que em breve transformará sua malha na maior do mundo. Além do Brasil, a China disputa a construção de linhas de alta velocidade na Arábia Saudita e nos EUA.
Do seu lado Lula vai ressaltar o interesse brasileiro em manter as operações da Embraer na China. A empresa pretende fabricar no país seu avião de grande porte e renegociar a parceria que tem com a estatal Avic desde 2002, formada originalmente para a fabricação na China dos aviões de até 50 lugares. Se as duas partes não se entenderem, a Embraer poderá encerrar suas operações na china na próximo ano.
2 de abr. de 2010
China, Irã e Brasil e a questão nuclear
O começo da mudança de posição da China em relação às sanções ao Irã se deve ao fracasso da mais recente tentativa chinesa e russa de convencer o governo iraniano a aceitar a propasta idealizada em outubro, que previa que o Irã enviaria seu urânio levemente enriquecido à Rússia e à França e receberia de volta urânio enriquecido na proporção necessária para uso médico, que os iranianos dizem ser a finalidade de seu programa nuclear. Do ponto de vista ocidental, se anularia a chance de o Irã conseguir urânio enriquecido na medida necessária para a bomba.
Para a China as sanções que não sejam "paralisantes" [da economia iraniana] são aceitáveis. Para os EUA, trata-se de um sinal político altamente positivo, na medida em que mostraria o isolamento do regime iraniano.A mudança de posição chinesa, se confirmada terá implicações diretas para a diplomacia brasileira. Porque a China e o Brasil vinham tendo idêntica posição: ainda há espaço para o diálogo e, portanto, não é o tempo para punições.E porque o diálogo que o Brasil mantém com Teerã gira exatamente em torno da proposta que os chineses e os russos levaram de novo ao Irã só para vê-la rejeitada.
Para a China as sanções que não sejam "paralisantes" [da economia iraniana] são aceitáveis. Para os EUA, trata-se de um sinal político altamente positivo, na medida em que mostraria o isolamento do regime iraniano.A mudança de posição chinesa, se confirmada terá implicações diretas para a diplomacia brasileira. Porque a China e o Brasil vinham tendo idêntica posição: ainda há espaço para o diálogo e, portanto, não é o tempo para punições.E porque o diálogo que o Brasil mantém com Teerã gira exatamente em torno da proposta que os chineses e os russos levaram de novo ao Irã só para vê-la rejeitada.
Em um encontro entre autoridades brasileiras e iranianas, em janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discutiu com seu colega Manoucher Mottaki "tempos e quantidades" da troca de urânio iraniano. Se essa discussão está vencida o Brasil mais cedo ou tarde terá que repensar a sua posição.
Maíra Cortez
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=686184 Jornal: Folha de S. Paulo
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=686184 Jornal: Folha de S. Paulo
Assinar:
Postagens (Atom)