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13 de jun. de 2010

Irã diz que sanções não afetam relação com a China

Durante visita a Xangai, Ahmadinejad voltou a minimizar a importância da resolução aprovada nesta semana pelo Conselho de Segurança da ONU, que ele qualificou como "um pedaço de papel sem valor".

O presidente do Irã disse que a decisão tomada pela china que apóia as novas sanções da ONU contra o seu país não afetam as relações bilaterais. Criticou Pequim e outras potências nucleares por quererem supostamente monopolizar essa tecnologia.

Salientou a força das relações bilaterais, a China compra bilhões de barris de petróleo iraniano por ano, e, junto com a Rússia, exigiu que as sanções fossem mais brandas do que desejava o Ocidente. O presidente do Irã disse em entrevista coletiva na Exposição Mundial em Xangai que não há razão para controlar ou enfraquecer a relação com a China.

Ahmadinejad foi a Xangai para o "dia do Irã" na Exposição Mundial. China e Irã dizem que essa é a única motivação da visita.

Maíra Cortez

O globo

Site: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/06/11/ira-diz-que-sancoes-nao-afetam-relacao-com-china-916846771.asp

2 de abr. de 2010

China, Irã e Brasil e a questão nuclear

O começo da mudança de posição da China em relação às sanções ao Irã se deve ao fracasso da mais recente tentativa chinesa e russa de convencer o governo iraniano a aceitar a propasta idealizada em outubro, que previa que o Irã enviaria seu urânio levemente enriquecido à Rússia e à França e receberia de volta urânio enriquecido na proporção necessária para uso médico, que os iranianos dizem ser a finalidade de seu programa nuclear. Do ponto de vista ocidental, se anularia a chance de o Irã conseguir urânio enriquecido na medida necessária para a bomba.
Para a China as sanções que não sejam "paralisantes" [da economia iraniana] são aceitáveis. Para os EUA, trata-se de um sinal político altamente positivo, na medida em que mostraria o isolamento do regime iraniano.A mudança de posição chinesa, se confirmada terá implicações diretas para a diplomacia brasileira. Porque a China e o Brasil vinham tendo idêntica posição: ainda há espaço para o diálogo e, portanto, não é o tempo para punições.E porque o diálogo que o Brasil mantém com Teerã gira exatamente em torno da proposta que os chineses e os russos levaram de novo ao Irã só para vê-la rejeitada.
Em um encontro entre autoridades brasileiras e iranianas, em janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discutiu com seu colega Manoucher Mottaki "tempos e quantidades" da troca de urânio iraniano. Se essa discussão está vencida o Brasil mais cedo ou tarde terá que repensar a sua posição.