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19 de mai. de 2010

Índia testa míssil com capacidade nuclear

A Índia anunciou nesta segunda-feira que testou com sucesso um míssil de médio alcance com capacidade para portar ogivas nucleares, na osta oriental do país; como parte de seu Programa de Desenvolvimento Integral de Mísseis Guiados (IGMDP).
O míssil Agni II, capaz de transportar uma ogiva nuclear a 2.500 km, foi disparado de uma plataforma de lançamento móvel em uma ilha na costa de Orissa.
A Índia já dispõe de um míssil com capacidade nuclear Agni-III, com alcance máximo de 3.500 km, testado quatro vezes com êxito desde 2006.
Mas o governo indiano espera testar dentro de 12 meses um míssil Agni capaz de transportar uma carga nuclear a 5.000 km.

Daniane Afonso
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/17/mundo,i=192738/INDIA+ANUNCIA+TESTE+COM+MISSIL+DE+MEDIO+ALCANCE+COM+CAPACIDADE+NUCLEAR.shtml

16 de mai. de 2010

Brasil e Índia vão à OMC contra UE por genéricos

Brasil e Índia recorreram no dia 12 de maio à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Européia e a Holanda devido à apreensão de várias cargas de medicamentos genéricos indianos destinados ao mercado brasileiro .
Este caso teve início em dezembro de 2008, com a apreensão feita pela alfândega holandesa de uma droga para pressão alta que saía da Índia para o Brasil.
A União Européia alega que estava apenas se precavendo da existência de medicamentos falsificados, sem a intenção de impedir a produção ou a comercialização de genéricos.
Já embaixador indiano na OMC, Ujal Singh Bhatia, disse que o país pediu repetidamente às autoridades da União Européia e da Holanda uma lista das apreensões, para que a Índia pudesse investigar companhias que estivessem fazendo drogas falsas.
O porta-voz da União Européia para o comércio, John Clancy, disse que a Comissão Europeia discutiu o problema com a Índia durante meses e sinalizou sua intenção de modificar a legislação para esclarecer as regras sobre medicamentos em trânsito.
Agora, eles têm 60 dias para tentar resolver a questão, de outra forma, Brasil e Índia podem pedir que a OMC forme um painel de especialistas para determinar se as ações européias feriram as regras internacionais para o comércio; Como o Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual. Contudo, este é um assunto bastante polêmico.


Daniane Afonso
Fonte: http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=700618

4 de mai. de 2010

Paquistanês é declarado culpado por ataques de Mumbai

O paquistanês Mohammed Ajmal Amir Iman, conhecido como "Kasab", único sobrevivente do grupo responsável pelos atentados de Mumbai em novembro de 2008, foi declarado culpado nesta segunda-feira (3) de assassinato e atos de guerra contra a Índia pelo tribunal indiano.
"Kasab", 22 anos, natural de Punjab, Paquistão, foi um dos 10 homens que viajaram do Paquistão até Mumbai, desencadeando três dias de terror na cidade, matando 166 pessoas. Estes atacaram a principal estação ferroviária de Mumbai, hotéis de luxo e um centro judaico. Os ataques deixaram 174 pessoas mortas, incluindo os nove terroristas, o que intensificou as relações entre Índia e Paquistão.
Hoje as famílias das vítimas demonstram sua raiva ventilada sobre o Paquistão, expressando preocupação, pois, o país continua a ser um paraíso para os campos de treinamento terrorista.
Contudo sabe-se que a Índia é um país extremamente militarizado e o terrorismo na Índia continua a ser grave e a cidade não está livre de supostos ataques. Deli, em particular está em alerta máximo depois dos avisos específicos de ataques iminentes em áreas freqüentadas pelos ocidentais, mas há também aumento dos níveis de segurança em outras partes do país.
Daniane Afonso

23 de abr. de 2010

Brasil e Índia se juntam à pressão dos EUA sobre yuan

A China está sofrendo crescentes pressões de países em desenvolvimento para que comece a valorizar sua moeda, o que está criando aliados inesperados para os EUA em sua disputa sobre a política cambial de Pequim.
Antes da reunião de ministros das Finanças e de presidentes de bancos centrais do G-20 ocorrida ontem em Washington, os presidentes dos BCs indiano e brasileiro fizeram as mais vigorosas declarações, em nome de seus países argumentando em favor de um yuan mais forte. Embora a maioria das pressões públicas sobre a China tenham se originado nos EUA, os comentários evidenciam que algumas economias em desenvolvimento sentem que o atrelamento da moeda chinesa ao dólar impõe custos a suas economias.
Henrique Meirelles, presidente do BC brasileiro, disse que a valorização da moeda chinesa é "absolutamente fundamental para o equilíbrio da economia mundial". Já para o presidente do Banco de Reserva da Índia, Duvvuri Subbarao, disse que o yuan desvalorizado está criando problemas para diversos países, inclusive a Índia. "
Em suma, o impacto da política cambial chinesa sobre outros países em desenvolvimento não é clara. Embora diversos desses países tenham visto uma valorização substancial de suas moedas durante o ano passado, o que exerceu pressão sobre suas exportações e os expôs a uma concorrência mais acirrada da China, a recuperação econômica chinesa também lhes deu um impulso, especialmente no caso de seus vizinhos, mas também no caso de produtores commodities, como o Brasil.
Daniane Afonso