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23 de abr. de 2010

Brasil e Índia se juntam à pressão dos EUA sobre yuan

A China está sofrendo crescentes pressões de países em desenvolvimento para que comece a valorizar sua moeda, o que está criando aliados inesperados para os EUA em sua disputa sobre a política cambial de Pequim.
Antes da reunião de ministros das Finanças e de presidentes de bancos centrais do G-20 ocorrida ontem em Washington, os presidentes dos BCs indiano e brasileiro fizeram as mais vigorosas declarações, em nome de seus países argumentando em favor de um yuan mais forte. Embora a maioria das pressões públicas sobre a China tenham se originado nos EUA, os comentários evidenciam que algumas economias em desenvolvimento sentem que o atrelamento da moeda chinesa ao dólar impõe custos a suas economias.
Henrique Meirelles, presidente do BC brasileiro, disse que a valorização da moeda chinesa é "absolutamente fundamental para o equilíbrio da economia mundial". Já para o presidente do Banco de Reserva da Índia, Duvvuri Subbarao, disse que o yuan desvalorizado está criando problemas para diversos países, inclusive a Índia. "
Em suma, o impacto da política cambial chinesa sobre outros países em desenvolvimento não é clara. Embora diversos desses países tenham visto uma valorização substancial de suas moedas durante o ano passado, o que exerceu pressão sobre suas exportações e os expôs a uma concorrência mais acirrada da China, a recuperação econômica chinesa também lhes deu um impulso, especialmente no caso de seus vizinhos, mas também no caso de produtores commodities, como o Brasil.
Daniane Afonso

11 de abr. de 2010

EUA visa aliviar a tensão entre Paquistão e Índia

Presidente Barack Obama emitiu uma secreta diretriz em dezembro para intensificar a diplomacia norte-americana destinada a aliviar as tensões entre Índia e Paquistão.
A diretriz concluiu que a Índia deve tentar resolver as tensões com o Paquistão, uma prioridade para o progresso a ser feito como meta dos Estados Unidos na região. Os EUA tem investido muito em suas próprias relações com o Paquistão nos últimos meses. Concordando com um pacote de ajuda de US $ 7,5 bilhões e enviando oficiais militares e diplomáticos para Islamabad com repetidas visitas. As negociações em Washington no mês passado reflete a administração de Obama, o qual acredita que o Paquistão deve mudar seu cálculo estratégico e ter uma postura mais firme contra os militantes baseados dentro das regiões tribais ao longo do decurso do próximo ano, a fim de reverter a situação no Afeganistão.
O debate continua sobre a administração do governo de como é difícil de empurrar a Índia, que há muito tempo resistiu à intervenção estrangeira no conflito com seu vizinho. O Pentágono, em particular, tem buscado uma maior pressão sobre Nova Deli, de acordo com os EUA e indianos.
Contudo, a Índia tem resistido por muito tempo um envolvimento em suas diferenças com o Paquistão, em particular sobre a disputada região da Caxemira. Oficiais militares dos EUA vem encorajando Nova Délhi para ser mais "transparente" sobre as suas atividades ao longo do compartilhamento da fronteira e para cooperar mais com o Paquistão.
Nota-se que os Estados Unidos tem desempenhado um papel-chave nas neociações, para tentar reativar um diálogo de paz, porém há falta de confiança entre os dois países.
Apesar disso, é notório tambén que os eforços entre o primeiro-ministro indiano Singh, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, ocorreu sem a participação EUA.
Daniane Afonso