11 de jun. de 2010

Homem-Bomba ataca em casamento


Um homem-bomba entrou na cerimônia onde havia centenas de pessoas sentadas e se explodiu, deixando 40 pessoas mortas e 77 pessoas feridas na cidade do sul de Afeganistão, Kandahar. Neste lugar, há forças estrangeiras que estão lutando contra militantes do Taleban.
Segundo algumas autoridades, a maioria dos convidados tinham relações interligadas com a polícia local ou com militares da região.
Porém o grupo Taleban negou a participação do ataque suicida.


Andrea Katherine Suguino

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/06/homem-bomba-mata-40-pessoas-em-casamento-no-afeganistao.html

6 de jun. de 2010

China se torna maior mercado para fabricantes de celulose do Brasil

A china é um dos maiores destinos das exportações Brasileiras de minério de ferro, soja, e de celulose. O país foi o destino de 34% das exportações de celulose pelas fabricantes brasileiras.
Os chineses aumentaram a compra de celulose no ano passado, quando o preço internacional caiu em razão da crise mundial.
Em 2009, o Brasil respondeu por 50% das importações de celulose feitas pela China, que anualmente produz 90 milhões de toneladas de papel e quer se tornar um dos líderes mundiais do setor. A produção brasileira atende à exigência chinesa de usar processos industriais sustentáveis, em resposta à pressão internacional.

Maíra Cortez

Estadão

Site: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100604/not_imp561382,0.php

Índia acelera e bloco de emergentes superaquece


O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia cresceu 8,6% entre janeiro e março deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
O forte crescimento destaca a retomada da demanda doméstica e externa, aumentando a perspectiva de uma diminuição das políticas fiscal e monetária frouxas, conforme as autoridades combatem a alta inflação.
A China, cresceu 11,9% no mesmo período. O Brasil, segundo expectativas do mercado, deve ter crescido de 8,5% a 9% .
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, elogiou os países em desenvolvimento e disse que eles continuam a ser "uma fonte de vitalidade para a economia mundial".
Nota-se que o desempenho dos mercados emergentes, mostram em sua economia uma combinação de estrutura macroeconômica sólida, de baixa alavancagem e maior crescimento potencial em comparação com os países desenvolvidos.
Daniane Afonso

Deslizamento de terra, uma ameaça pouco falada

O Paquistão certamente é um ator importante na Ásia Central, e que chama bastante atenção devido seu foco no combate ao terrorismo em apoio a “Guerra ao Terror” que os Estados Unidos vêm promovendo desde 2001, em especial no Afeganistão. Suas ações internas combatendo as milícias Taliban, apesar das críticas, vêm surtindo efeito e melhorando de certa forma as relações desse país com os EUA. Apesar disso, o que está em foco no Paquistão atualmente é outro problema sério que só recentemente vem ganhando atenção na mídia internacional.

Em Janeiro houve um enorme deslizamento de terra na região do Vale do Rio Hunza, localizado no extremo nordeste do Paquistão, que resultou no represamento natural do Rio Hunza, criando um lago que vem crescendo em tamanho e inundando as vilas da região. Outro ponto crítico é a inundação uma rodovia que liga o Paquistão a China, um dos mais importantes parceiros comerciais deste país. O corte dessa ligação também pode resultar no isolamento de aproximadamente 50 mil paquistaneses que habitam a região próxima a fronteira chinesa.

A inundação está crescendo e corre o risco de subir acima do nível da represa natural e transbordar para outras regiões. O exército tentou criar um canal para drenar o lago e evitar o transbordamento, mas o fluxo está muito forte, e com a aproximação do verão o derretimento das calotas de gelo das montanhas pode agravar seriamente o problema.

A população reclama da demora do governo em agir, o que certamente é um problema ao se levar em conta o nível de mobilização que será necessária resgatar a população caso o rio transborde, e prejudicará a economia paquistanesa caso a rodovia de ligação seja totalmente inutilizada.

Guilherme Rodrigues Miranda

Fontes:
http://english.aljazeera.net/news/asia/2010/05/201052910456809782.html
http://edition.cnn.com/video/#/video/world/2010/06/04/sayah.pak.lake.threat.cnn
http://www.boston.com/bigpicture/2010/06/landslide_lake_in_pakistan.html

5 de jun. de 2010

Primeiro-Ministro japonês, Yukio Hatoyama, renuncia


O Tratado de Segurança entre os Estados Unidos e o Japão, iniciado há mais de 50 anos foi o motivo da renúncia do primeiro-ministro Yukio Hatoyama (Partido Democrata do Japão) em menos de nove meses no poder, no dia 2 de junho de 2010. O fracasso de Hatoyama já poderia ser previsto. Retirar as bases norte-americanas de Okinawa significaria diminuir a dependência japonesa do poder militar dos Estados Unidos. Com a atual Constituição (adotada em 1947), o arquipélago se vê preso aos Estados Unidos. Se, durante a época “isolacionista” da política externa norte-americana após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos evitavam criar alianças que freassem a atuação do país, o Japão já se encontra nessa situação, porém em grande desvantagem.
A população de Okinawa tinha grandes expectativas em Hatoyama, já que foi um dos primeiros políticos que levaram à Tóquio propostas em prol da ilha, um território que abrange cerca de 1% da população japonesa ainda discriminada entre a população geral do Japão, e aproximadamente 75% das Forças militares norte-americanas. Porém, o Japão não possui nenhum tipo de defesa contra ameaças nucleares, que atualmente constituem suas principais ameaças. As Forças de Autodefesa são capazes de defender o país de ataques convencionais, neutralizando-os, todavia, no caso de ameaças nucleares, os Estados Unidos são fundamentais para a segurança do arquipélago. O erro fatal de Hatoyama foi acreditar que a retirada das bases de Okinawa seria possível, e também fazer dessa política a sua principal promessa eleitoral. Após declarar que não pôde cumprir sua promessa, o político perdeu apoio do Partido Social Democrata. No desfecho da situação, Hatoyama gerou desconfiança entre os japoneses e aos norte-americanos.

Hatoyama decidiu deixar o cargo, pois alegava ter perdido a confiança do povo após ceder em relação às bases em Futenma. Sua popularidade estava abaixo de 20%. Deixou o cargo para não piorar a imagem de seu partido, que concorrerá nas eleições para a câmara alta do Parlamento em julho desse ano.


Fonte: Por Paulo Daniel Watanabe - Boletim Mundorama