O Paquistão possui uma população um pouco menor que a do Brasil em um território 10 vezes menor. Metade de sua população é alfabetizada. A renda média de boa parte da população fica em torno de US$3. Os extremistas islâmicos nessas condições se aproveitam para oferecer uma oportunidade para as pessoas que necessitam de ajuda, oferecendo dinheiro e apoio as famílias, com o objetivo de recrutá-las para a jihad. Em alguns casos esse recrutamento ocorre ainda quando jovens nas madrassas (escolas do Corão) onde pode ocorrer – mas frisa-se, em sua minoria – a deturpação das palavras sagradas do Corão.
Para alguns analistas, o recrutamento através de madrassas no Paquistão vem diminuindo devido à atuação do governo paquistanês nas regiões onde tinham maior presença de militantes, como o Vale do Swat e o Waziristão do Sul, mas reconhecem que algumas organizações radicais possuem suas próprias madrassas, tornando seus ensinamentos já anti-americanos e pró-jihadistas.
O governo do Paquistão deve atuar não apenas militarmente nas regiões com alto índice de extremistas, mas deve atuar também no desenvolvimento social, proporcionando a sua população melhores condições de vida, educação e renda. Desse modo o combate aos radicais se tornaria mais eficiente em longo prazo evitando que a população carente busque alternativas extremas para fugir de suas condições precárias e que seja menos influenciada por interpretações erráticas de seu próprio livro sagrado.
Guilherme Rodrigues Miranda
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/09/mundo,i=191333/POBREZA+ANALFABETISMO+E+DESEMPREGO+IMPULSIONAM+JOVENS+DO+PAQUISTAO+AO+EXTREMISMO+SUICIDA.shtml