Este blog foi criado com o objetivo de debater sobre países de maior relevância para as Relações Internacionais Contemporâneas na região da Ásia e da Oceania. Esta é uma proposta feita pelo Prof.º Romero, da Universidade Católica de Brasília aos seus estudantes da matéria de RIC.
O presidente Obama, que viajou no meio da noite (28/03) para uma visita surpresa - a primeira desde que assumiu o cargo, afirmou à Hamid Karzai, diante da imprensa após uma reunião fechada, o grande entusiasmo com os progressos do governo afegão, porém disse que ainda quer mais melhorias no combate às drogas e à corrupção. Pressionou também o presidente afegão para prosseguir juntamente com os civis lutar contra a corrupção. Obama agradeceu às tropas americanas pelos "esforços incríveis e seus tremendos sacrifícios". A viagem foi cercada de segredos, e o presidente viajou sem escalas, pousando apenas na base aérea de Bagram (norte de Cabul). Na reunião ficou decidido que o chefe de Estado afegão - Hamid Karzai - viajará a Washington em 12 de maio.
A recente reunião efetuada no Departamento de Estado americano, entre a Secretária de Estado Hilary Clinton e o Ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmoud Qureshi e outros oficiais de ambos os governos, marcou uma retomada no dialogo entre Estados Unidos e Paquistão a cerca da presença norte americana na região da Ásia Central.
O Paquistão mostra-se bastante interessado em estreitar suas relações com os EUA, esperando que suas recentes ações contra o terrorismo sejam vistas de modo positivo pelo governo de Barack Obama. Os oficiais paquistaneses apresentaram uma ampla lista de importantes assuntos a serem debatidos, entre os quais o reconhecimento por parte do governo americano de que o Paquistão é uma potência com armas nucleares. Mas provavelmente, o mais importante assunto é a proposta para que um acordo tecnológico na área de produção de energia nuclear de uso civil seja fechado entre ambos Estados.
É interessante notar a iniciativa do governo paquistanês em colocar em pauta tais assuntos, procurando aproveitar a presença norte americana na região e a busca dos EUA por mais aliados em suas ações no Afeganistão. O acordo proposto pelo Paquistão tem como molde um acordo semelhante fechado entre os EUA e a Índia, e beneficiaria ambos os países. A posição do governo americano aparenta ser bastante otimista, pois aproveitar essa oportunidade aberta pelo Paquistão significaria fortalecer a presença dos EUA na Ásia Central, e com isso o governo paquistanês também se fortaleceria desde que agisse com sabedoria.
O maior provedor de informação do mundo, Google, começou a funcionar na China em 2006 e aceitou fazer autocensura quando lhe fosse ordenado. Atualmente, ela tomou a decisão de transferir o seu site chinês de Xangai para a região de Hong Kong, onde não precisava continuar se autocensurando, mas isso não mudou a situação para os internautas chineses, pois o governo passou a filtrar os resultados das buscas que envolvem assuntos “sensíveis” para Pequim. Para um país como a China a expansão dos setores de ponta, como o das telecomunicações, é imperativamente estratégico. O controle dos conteúdos e do acesso a web deve ser condicionado quando necessário, pois a estabilidade do sistema de governo, que combina ditadura comunista e economia de mercado, necessita do controle sobre as informações divulgadas a sua população. A empresa Google acusou Pequim de mandar invadir o site para roubar códigos de computação protegidos por direitos autorais, e copiar as contas de e-mail de críticos do regime. Protestando em alto e bom som, retirou-se do país. Essa mudança levou 3 meses para ocorrer e pode-se dizer que retirou-se a contragosto. O seu fundador, Sergey Brin, não excluiu a hipótese de “voltar a servir a China continental”. Diante dessa situação outras empresas da internet poderão pensar duas vezes antes de levar as suas inovações à China.
Os governos de Moscou e Nova Délhi assinaram nesta semana uma série de acordos estratégicos nas áreas nuclear, espacial e militar após o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, visitar a Índia. A Índia é hoje o país que mais gasta recursos públicos com a importação de material bélico e estratégico. E a cada ano aumenta seus gastos militares. Dados oficiais apontam que o país gasta 2,5% do PIB em armas. Porém, o Brasil não quer ficar de fora, desse mercado, pois, o Ministro da Defesa Nelson Jobim propôs uma parceria estratégica entre Rússia e Índia. Além disso, inaugurou na Embaixada do Brasil um departamento de adidos militares (representantes da Defesa ou especificamente de uma das Forças Armadas) no intuito de obter não apenas uma parceria comercial com o governo indiano. Contudo, os pactos seriam um forte sinal de aproximação entre as duas potências ? Segundo os acordos, técnicos russos deverão construir pelo menos dez usinas nucleares em território indiano nos próximos anos.
"Eu quis vim aqui e dizer obrigado, vocês estão de parabéns!", disse o príncipe Charles, nesta quinta-feira em sua primeira visita às tropas britânicas no Afeganistão, aos soldados em território controlado pelo Taliban. Em sua visita, se reuniu com os comandantes britânicos e americanos da Força Internacional de Assistência à Segurança (dirigida pela OTAN) e visitou um projeto de renovação, patrocinada por ele, na cidade de Cabul. Charles foi ao Distrito de Nad Ali, onde mês passado houve a maior ofensiva de guerra, que perdura por 8 anos.
Grã-Bretanha tem cerca de 10 mil soldados no Afeganistão, e o oficial comandante da área, o major Ian Lindsay-German, da Guarda Escocesa, confessou ao príncipe que houve redução muito acentuada na violência ao ponto de estarem recebendo alguns sinais de talibans que querem se render. Em resposta, Charles disse que admira profundamente as forças armadas e apóia o trabalho delas de todas as maneiras possíveis.